O QUE É A VITAMINA D:

A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma série de complicações.

Ela é considerada um micronutriente essencial lipossolúvel, isto é, pode se dissolver em gordura e é armazenada em grande quantidade, especialmente no seu fígado. De acordo com os manuais de nutrição, a vitamina possui duas formas:

Vitamina D2: também conhecida como ergocalciferol, cuja origem é vegetal e é obtida por meio da ingestão de alimentos.

Vitamina D3: chamada de colecalficerol, é sintetizada na pele após a exposição solar. Produzida em nosso organismo, ela é também encontrada em todos os suplementos vitamínicos disponíveis no Brasil.

Afinal, ela controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. A principal fonte de produção da vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância.

Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe.

Ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.

Com o aumento dos casos de coronavírus no Brasil e no mundo, a vitamina D tem sido um assunto muito discutido entre as pessoas.

ONDE A VITAMINA D É ENCONTRADA:

A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos ou em cápsulas ou comprimidos. No entanto, a principal fonte desse nutriente é a exposição solar. Por esta razão ela é frequentemente chamada de “vitamina do sol”. Os raios ultravioletas do tipo B (UVB) os responsáveis pela síntese dessa substância em nosso organismo.

COMO A VITAMINA D AGE NO CORPO:

A substância, na verdade, é um hormônio produzido pelo próprio corpo humano. Mas, quando descoberta, acreditava-se que ela só poderia ser adquirida por meio de alimentos. Foi na década de 70 que os cientistas descobriram que a vitamina era um hormônio e não uma vitamina, mas sua nomenclatura já estava consolidada e assim permaneceu.

A importância da vitamina D pode ser vista quando ela está em falta no nosso organismo. Em adultos, os ossos se tornam frágeis (osteoporose), com riscos de fraturas espontâneas.

Nessas situações, segundo ele, há concomitantemente uma perda de força muscular, o que pode facilitar quedas. Já em crianças, a deficiência acentuada pode comprometer o crescimento e levar a uma formação inadequada dos ossos, dando origem ao chamado raquitismo, situação em que existem deformidades ósseas.

A vitamina D é lipossolúvel, ou seja, para ser absorvida no intestino, precisa da presença de gorduras, quando adquirida por meio de alimentos. Entretanto, como a principal fonte de vitamina D é a nossa pele, o ideal é tomarmos sol sem filtro solar por pelo menos 20 minutos por dia, preferencialmente no início da manhã e no final da tarde.

IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D:

A vitamina D é muito importante para o corpo humano. Além de suas funções mais conhecidas relacionadas à saúde dos ossos, é responsável também por outras atividades, trabalhando como reguladora do crescimento, sistema imunológico, cardiovascular, músculos, metabolismo e insulina.

FUNÇÃO DA VITAMINA D:

Uma das principais funções da vitamina D é a manutenção da massa óssea. Ela é extremamente necessária para que nosso corpo consiga absorver cálcio. A vitamina D é essencial para ossos fortes, pois ajuda o corpo a usar cálcio consumido na dieta. Além dessa importante função, alguns estudos têm sugerido que essa vitamina também pode influenciar também o sistema imunológico.

As principais funções da vitamina D são:

  • Regular a presença de cálcio e fósforo no sangue;
  • Regular o sistema imunológico;
  • Controlar a pressão arterial;
  • Ajudar a evitar o câncer;
  • Melhorar o desempenho da força;
  • Manutenção da massa e da velocidade de contração do músculo.

PARA QUE SERVE A VITAMINA D:

A vitamina D é responsável por regular a concentração de fósforo e cálcio no sangue. Além disso, ela ainda está ligada com a homeostase de inúmeros outros processos celulares, como modulação de autoimunidade, síntese de interleucinas inflamatórias e regulação dos processos de multiplicação e diferenciação celular.

A quantidade de vitamina D no sangue possui influência direta no desenvolvimento atlético e na composição corporal. Pesquisas indicaram que indivíduos que contam com um nível baixo dessa vitamina no sangue possuem maior porcentagem de gordura no corpo e também menor desempenho de força. Por isso, aqueles que buscam melhores resultados nos treinamentos podem investir em uma boa suplementação de vitamina D.

Vitamina D para gestante: Estudos demonstram que a suplementação de vitamina D durante a gravidez é importante para combater riscos de morbidades combinadas, como infecções maternas, parto cesáreo e parto prematuro.

Quando a gestante possui deficiência de vitamina D, a chance de a criança também apresentar essa carência durante a infância é alta, uma vez que, entre a sexta e a oitava semana de vida, os recém-nascidos dependem do nutriente transferido pela placenta no útero materno. Portanto, recomenda-se a suplementação de vitamina D no primeiro trimestre de gravidez.

Além disso, o leite materno não é uma boa fonte de vitamina D, apesar de ser uma excelente fonte de cálcio. Dessa forma, a vitamina D para bebê em amamentação pode ser suplementada a partir de seis semanas de vida, até que comece a ingerir alimentos que possuem o nutriente.

 

BENEFÍCIOS DA VITAMINA D:

A quantidade correta de vitamina D pode nos proteger contra uma variedade de condições, como câncer, diabetes tipo 1, esclerose múltipla e depressão. Além disso, ela também suporta a saúde do sistema imunológico, cérebro e sistema nervoso.

Prevenção de doenças: A vitamina D ajuda na prevenção do diabetes e de certos tipos de câncer, como os de próstata, mama e melanoma.

Reduz a depressão: Pesquisas demonstraram que a vitamina D pode desempenhar um papel importante na regulação do humor e evitar a depressão. Em um estudo, cientistas descobriram que pessoas com depressão que receberam suplementos de vitamina D melhoraram, consideravelmente, os sintomas que acarretam a doença junto a outros tratamentos.

Fortalecimento: A vitamina D quando absorvida pelo corpo favorece a absorção do cálcio no intestino, sendo importante para fortalecimento dos ossos e dentes.

Combater a Acne: Estudos mostraram que alto peso e percentual alto de gordura estão associados com baixos níveis da vitamina D. Diversas teorias especulam sobre a relação entre baixos níveis de vitamina D e obesidade, e alguns dizem que indivíduos obesos tendem a consumir menos alimentos ricos em vitamina D.

A outra teoria é a baixa exposição ao sol e podem não estar absorvendo a quantidade ideal de vitamina oriunda do sol. Certas enzimas são necessárias como vimos para conversão de vitamina D em sua forma ativa e em indivíduos obesos os níveis dessas enzimas podem ser diferentes, quando comparado a indivíduos não obesos. Um estudo de 2012 notou que os níveis da vitamina são ajustados conforme o tamanho corporal, com isso, podemos analisar de que as necessidades da vitamina dependem do tamanho corporal, os obesos necessitam de maiores quantidades quando comparado aos não obesos, isso poderia explicar o motivo de obesos estarem com deficiência. Se continuar a linha do raciocínio ligada ao peso x níveis da vitamina D, perder peso pode também pode estar associado a diminuição das necessidades da vitamina.  Um estudo encontrou que até mesmo pequenas perdas de peso tendem a aumentar os níveis sanguíneos da vitamina D. 

Melhora o humor: Pesquisadores mostraram que a vitamina D tem um papel importante na regulação do humor e evitar a depressão. Em um estudo, cientistas encontraram que indivíduos com depressão que receberam suplementos de vitamina D notaram uma melhora nos sintomas.

Outro estudo feito em indivíduos com fibromialgia, foi encontrado deficiência da vitamina D e aqueles que apresentavam ansiedade e depressão. 

 

 

POR QUE CONSUMIR VITAMINA D:

Também conhecida como colecalciferol, a vitamina D3, auxilia a regular a homeostase do cálcio, é essencial para a manutenção dos ossos e na prevenção de fraturas e fragilidade óssea. Além disso, fortalece o sistema imunológico e reduz os riscos de desenvolver diabetes tipo 2.

Vitamina D e ossos:

A vitamina D apresenta um papel fundamental na saúde dos ossos, pois influencia diretamente na formação da massa óssea. A deficiência da vitamina D promove uma acelerada perda de massa óssea e o desenvolvimento da osteoporose, o que resulta em ossos fracos e flexíveis.

Isso acontece porque a vitamina D é responsável pela absorção de cálcio e fósforo, minerais fundamentais para a saúde óssea. Dessa forma, a vitamina D promove a mineralização adequada dos ossos, prevenindo possíveis complicações como a osteoporose.

Vitamina D na saúde da mulher:

A vitamina D é essencial para a saúde da mulher. Isso porque a densidade óssea tende a diminuir com o passar da idade, e esse processo pode ser ainda mais agravado durante e após a menopausa.

Devido à diminuição dos estrógenos, muitas mulheres tendem a perder massa óssea, causando a osteoporose. Por essa razão, é comum que a partir dos 30 anos seja amplamente recomendada a ingestão de suplementos de vitamina D.

 

Vitamina D e o covid-19:

Um efeito conhecido da vitamina D é sua influência nos glóbulos brancos, os agentes ativos da nossa imunidade. Os bons níveis da vitamina impedem os glóbulos de liberarem citocinas inflamatórias em grandes quantidades.

As pesquisas mais recentes mostram que a COVID-19 causa justamente a mesma coisa: o excesso de liberação dessas citocinas. Em conjunto com a atividade dos glóbulos brancos, os efeitos são perigosíssimos. Já com a vitamina D em dia seu organismo saberá lidar melhor com a situação se for infectado pelo vírus.

Como a vitamina D atua na prevenção ao coronavírus:  A resposta não é complicada, nem se trata de um milagre. Um efeito conhecido da vitamina D é sua influência nos glóbulos brancos, os agentes ativos da nossa imunidade. Os bons níveis da vitamina impedem os glóbulos de liberarem citocinas inflamatórias em grandes quantidades.

As pesquisas mais recentes mostram que a COVID-19 causa justamente a mesma coisa: o excesso de liberação dessas citocinas. Em conjunto com a atividade dos glóbulos brancos, os efeitos são perigosíssimos. Já com a vitamina D em dia seu organismo saberá lidar melhor com a situação se for infectado pelo vírus. E o melhor: você já sabe como melhorar os seus níveis da vitamina!

Tome sol com consciência e seu corpo a produzirá adequadamente. Você deve expor grandes porções de pele ao Sol, sem protetor solar, nos horários entre 10 e 15 horas. Eu sei que lhe disseram que isso fazia mal, mas é completamente o oposto.

A consciência que se pede é com relação ao tempo. Fique somente até sua pele adquirir um aspecto róseo, ou no máximo 20 minutos, já que isso depende do tom de pele de cada pessoa. Você pode ainda proteger com filtro solar áreas mais frágeis, como o rosto e ao redor dos olhos, o que não prejudicará a produção da vitamina.

Então, aproveite o Sol! Ele é fundamental para se obter bons níveis de vitamina D e lhe garantir um fator a mais de proteção contra a COVID-19.

 

DEFÍCIÊNCIA DE VITAMINA D NO CORPO:

Os riscos da deficiência:

Outra pesquisa realizada pelo Centro Médico da universidade de Rochester, nos Estados Unidos, sugere que a falta de Vitamina D no organismo pode prejudicar o tratamento de pacientes com câncer de mama. O estudo aconteceu com aproximadamente 200 mulheres que estavam sendo submetidas à quimioterapia. Depois de alguns exames, os cientistas descobriram que 70% das voluntárias, cujos resultados do tratamento se apresentavam comprometidos, tinham baixo índice da vitamina no sangue.

A deficiência de Vitamina D pode causar problemas de incontinência urinária e fecal nas mulheres. Quem indica isso é um recente estudo do National Health and Nutrition Examination Survey, nos Estados Unidos, que verificou a ligação entre os níveis de vitamina D e distúrbios pélvicos, analisando mais de 1.800 mulheres acima dos 20 anos. Os resultados mostraram que 82% das mulheres apresentavam níveis de Vitamina D considerados insuficientes pelos médicos. Ao menos um dos distúrbios pélvicos foram relatados por 23% das mulheres e os níveis médios de vitamina D foram significativamente menores entre aquelas com os distúrbios como incontinência urinária, prolapso genital (conhecido como "bexiga caída") e incontinência fecal. Em mulheres idosas, o risco de incontinência urinária foi 45% menor entre aquelas com níveis satisfatórios de vitamina D.

Doenças relacionadas:

A falta de vitamina D está relacionada ao desenvolvimento de diversas doenças, tais como:

  • Artrite reumatoide;
  • Pressão alta;
  • Osteoporose;
  • Fraqueza muscular;
  • Problemas cardiovasculares.

A deficiência de vitamina D provoca sintomas como raquitismo em crianças e osteomalácia e osteoporose em adultos. A ausência prolongada da vitamina leva a um risco aumentado de fraturas, já que está associada à diminuição da força, redução da massa muscular e fraqueza dos músculos.

Além disso, essa deficiência também traz prejuízos para o equilíbrio e aumenta a incidência de quedas. O quadro de vitamina D baixa se mostra mais frequente no indivíduo idoso, tendo como consequência a estimulação da perda óssea.

Em razão desses sintomas, suprir a carência de vitamina D torna-se essencial, o que pode ser realizado por meio da suplementação.

 

Sintomas:

Depressão: Psiquiatras do UT Southwestern Medical Center, no Texas, Estados Unidos, encontraram ligação entre baixos níveis de vitamina D e depressão. Os especialistas, entretanto, ainda não chegaram a uma quantidade exata do nutriente capaz de diminuir os sintomas da depressão.

Problemas nos ossos: A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio pelos ossos. Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos de cálcio proveniente da dieta.

Doenças do coração: A falta da vitamina D pode levar ao acúmulo de cálcio na artéria, favorecendo o risco de formação de placas. Assim, as chances de desenvolver doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, derrame e infarto são maiores em pessoas com deficiência de vitamina D.

Risco na gravidez: A vitamina D é muito importante para as gestantes. No primeiro trimestre a falta dela pode levar a abortos. Além disso, no final da gravidez, a ausência da vitamina D pode causar a pré-eclâmpsia e também aumenta as chances da criança ser autista.

Diabetes: O fato da vitamina D influenciar a produção de renina também é interessante para prevenir o diabetes, pois a falta desta substância favorece a doença. Além disso, a produção de insulina pelo pâncreas requer a participação da vitamina D.

Força muscular prejudicada: A vitamina D contribui para a força muscular, portanto, sua ausência leva a perda dessa força e aumenta o risco de quedas e fraturas.

Doenças autoimunes: A vitamina D é um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. Algumas das doenças autoimunes que podem ser tratadas com altas doses de vitamina D são: esclerose múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos.

Câncer: A falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Além disso, a vitamina D ainda promove a autodestruição das células cancerosas

Gripes e resfriados: Crianças com deficiência de vitamina D tem mais chances de desenvolver infecções respiratórias. Já adultos com menores quantidades de vitamina D contraem mais resfriados e problemas no trato respiratório.

Risco de morte prematura: Uma pesquisa publicada no Archives odfInternal Medicine constatou que o consumo de suplementos de vitamina D diminui em 7% o risco de mortalidade por qualquer causa.

Diagnósticos:

O exame de vitamina D, também conhecido como exame de hidroxivitamina D ou 25(OH)D, tem como objetivo verificar a concentração de vitamina D no sangue, já que é uma vitamina essencial para a regulação dos níveis de fósforo e cálcio no sangue, possuindo papel fundamental no metabolismo ósseo, por exemplo.

Prevenção:

A principal maneira para aumentar a quantidade de vitamina D no organismo é através da luz solar. A exposição ao sol (antes das 10h e depois das 16h) permite que o organismo obtenha a vitamina D, que auxilia na absorção de cálcio e fósforo.

Além da luz solar, há outras fontes secundárias de vitamina D: a alimentação e a suplementação.

Tratamento:

Se a pessoa tiver algum sintoma, alguma situação ou predisposição para deficiência da vitamina D, recomenda-se que procure um médico. A partir de exames de sangue é possível conhecer os níveis dessa substância e, se necessário, iniciar um tratamento, com acompanhamento médico. 

O tratamento para a deficiência desta vitamina envolve a obtenção de mais vitamina D – por meio de dieta e/ou suplementação. Para tratar a deficiência dessa vitamina, as maneiras pelas quais você pode ingerir aumentar o consume incluem:

  • Inclusão de suplementos;
  • Aumento da exposição solar;
  • Ingestão de alimentos que contenham vitamina D ou fortificados com vitamina D;
  • Nos casos da deficiência tenham causado depressão, recomenda-se aumentar a dose de vitamina D, bem como psicoterapia e medicamentos antidepressivos. Eles podem ser incorporados separadamente ou em combinação, dependendo dos seus sintomas e objetivos do tratamento.

USO DA VITAMINA D PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA:

Efeitos colaterais:

Quando consumida dentro das quantidades recomendadas a vitamina D não tem efeitos colaterais. Porém, quando ingerida em excesso pode prejudicar os rins por causar o aumento da absorção de cálcio. Por isso, é importante que o consumo além do recomendado desta vitamina seja feito com acompanhamento médico.

Riscos do consumo em excesso:

A principal fonte de vitamina D no homem é a produção cutânea. A pele, quando recebe os raios solares do tipo UVB, sintetiza cerca de 80% a 90% da vitamina D do organismo. Só 10% a 20% de toda a vitamina D circulante são provenientes dos alimentos. Isso porque os alimentos não contam com quantidades grandes da substância. Quando a exposição solar diária é insuficiente - como em pessoas que passam o dia todo em ambientes fechados - a suplementação pode ser uma saída.

Sintomas relacionado ao excesso de vitamina D:

Níveis elevados no sangue: Um dos primeiros efeitos colaterais do excesso de vitamina D é ocasionado por níveis altos da substância no sangue. Níveis adequados, por outro lado, podem ajudar a aumentar a imunidade e protege de doenças, como osteoporose e câncer.

Embora um nível de vitamina D de 30 mg/ml seja considerado adequado, o Conselho de Vitamina D recomenda manter níveis de 40-80 mg/ml. Ele também afirma que qualquer dose acima de 100 mg/ml pode ser prejudicial (6, 7).

Ainda que mais pessoas estejam tomando suplementos de vitamina D, é raro encontrar alguém com níveis sanguíneos muito elevados dessa vitamina.

Um estudo recente analisou os dados de mais de 20 mil pessoas por 10 anos. Verificou-se que apenas 37 pessoas tinham níveis acima de 100 mg/ml. Apenas uma pessoa apresentava toxicidade , a 364 mg/ml.

Em um outro estudo, uma mulher apresentou um nível de 476 mg/ml após ter tomado um suplemento por dois meses. Isso lhe deu 186.900 UI de vitamina D3 por dia fadiga.

Embora apenas doses extremamente elevadas possam causar toxicidade tão rapidamente, mesmo os defensores ferrenhos desses suplementos recomendam um limite superior de 10.000 UI por dia.

Níveis elevados de cálcio no sangue: Essa vitamina ajuda o corpo a absorver o cálcio dos alimentos consumidos. Esse é um de papéis mais importantes dela.

No entanto, se a ingestão for excessiva, o cálcio no sangue pode atingir níveis que causam sintomas perigosos, como distúrbio digestivo, vômitos, náuseas, dor de estômago, fadiga, tonturas, confusão mental, sede excessiva e micção frequente.

A faixa normal de cálcio no sangue é de 8,5-10,2 mg dl. Em um estudo, um homem mais velho com demência recebeu 50.000 UI de vitamina D por seis meses. Ele foi hospitalizado repetidamente com sintomas relacionados a altos níveis de cálcio.

Em outro estudo, dois homens tomaram suplementos de vitamina D incorretamente rotulados. Isso levou os níveis de cálcio no sangue de 13,2mg/dl para 15 mg/dl. Além disso, demorou um ano para que os níveis se normalizassem depois que eles deixaram de tomar os suplementos.

Náuseas, vômitos e apetite baixo: Muitos desses efeitos colaterais estão relacionados ao excesso de cálcio no sangue. No entanto, estes sintomas não ocorrem em todos com níveis elevados de cálcio.

Um estudo seguiu 10 pessoas que haviam desenvolvido níveis excessivos de cálcio depois de tomarem altas doses de vitamina D. Quatro delas apresentaram náuseas e vômitos e três tiveram perda de apetite.

Respostas semelhantes às megadoses de vitamina D foram relatados em outros estudos. Uma mulher sofreu náusea e perda de peso depois de tomar um suplemento recomendado por seu naturopata.

Importante, esses sintomas ocorreram em resposta a doses extremamente elevadas de vitamina D3.

Dor estomacal, constipação ou diarreia:  A dor estomática, a constipação e a diarreia são queixas digestivas comuns. Elas são frequentemente relacionadas à intolerâncias alimentares ou síndrome do intestino irritável.

No entanto, elas também podem ser um sinal de níveis elevados de cálcio causados ​​pela intoxicação por vitamina D. Tal como acontece com outros sintomas, a resposta parece ser individualizada mesmo quando os níveis sanguíneos dessa vitamina são igualmente elevados.

Em um estudo de caso, um garoto desenvolveu dor no estômago e constipação depois de tomar suplementos de vitamina D. Seu irmão apresentou níveis elevados de sangue sem outros sintomas.

Em outro estudo de caso, uma criança de 18 meses recebeu 50.000 UI de vitamina D3 por três meses. Ela apresentou diarreia, dor de estômago e outros sintomas, que foram resolvidos depois que ela parou de tomar os suplementos.

Perda óssea: Como a vitamina D desempenha um papel importante na absorção de cálcio, obter o suficiente dela é crucial para a manutenção de ossos fortes. No entanto, muita vitamina D também pode prejudicar a saúde óssea.

Embora muitos sintomas de excesso de vitamina D sejam atribuídos a altos níveis de cálcio no sangue, alguns pesquisadores sugerem que megadoses podem levar a níveis baixos de vitamina K2 no sangue.

Uma das funções mais importantes da vitamina K2 é manter o cálcio nos ossos e fora do sangue. Acredita-se que níveis muito elevados de vitamina D podem reduzir a atividade da vitamina K2.

Insuficiência renal:  A ingestão excessiva de vitamina D resulta em lesão renal. Em um estudo de caso, um homem foi hospitalizado por insuficiência renal, níveis elevados de cálcio no sangue e outros sintomas. Todos eles ocorreram após o homem ter recebido injeções de vitamina D prescritas por seu médico.

A maioria dos estudos relatou lesões renais de moderadas a graves em pessoas que desenvolvem toxicidade de vitamina D por seu consumo excessivo.

Um estudo foi feito com 62 pessoas que receberam injeções altas da vitamina. Cada uma delas sofreu insuficiência renal de alguma forma. A insuficiência renal é tratada com hidratação e medicação oral ou intravenosa.

É importante conhecer os efeitos colaterais do excesso dessa vitamina. Dessa forma, será possível saber a importância de evitar seu excesso. Testes e exames médicos especializados podem ajudar a equilibrar o consumo vitamínico diário e também a regular a saúde corporal no dia a dia.

Contraindicações:

Hoje, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia não indica a suplementação de vitamina D para toda a população, e sim para aqueles com risco de deficiência. Há recomendações específicas para indivíduos com esse risco, entre eles idosos, pacientes com osteoporose, obesos, grávidas e outros.

DUVIDAS SOBRE O USO:

Vitamina  D engorda ou emagrece:

Em resumo, a vitamina D, sozinha, não é capaz de engordar ou emagrecer. Ou seja, a vitamina não tem relação direta com o ganho ou a perda de peso. Fatores como alimentação adequada e exercícios físicos são determinantes nesse processo.

Porém, a vitamina D pode auxiliar, indiretamente, na redução da gordura corporal. Isso acontece porque a vitamina D é capaz de aumentar a capacidade do fígado de metabolizar a gordura, além de auxiliar no ganho de massa muscular.

Todas as pessoas tem carência de vitamina D:

Existem grupos de pessoas que são mais suscetíveis à deficiência de vitamina D, tais como gestantes, idosos, portadores de doenças autoimunes, pacientes com osteoporose ou raquitismo e pessoas com síndrome do intestino irritável.

Por essa razão, é indispensável estar atento às quantidades ideais de vitamina D que devem ser consumidas diariamente.

Como tomar o vitamina D:

As apresentações mais comuns são cápsulas gelatinosas ou comprimidos, gotas (mais indicados para crianças e idosos) e injeções, em casos excepcionais.

Essas alternativas são todas consideradas seguras e efetivas, mas as cápsulas oleosas são unanimidade entre os especialistas, porque elas seriam melhor absorvidas, já que a vitamina D é lipossolúvel. A ingestão diária também é considerada a forma mais eficaz de consumo, evitando o esquecimento.

Quantidade recomendada de vitamina D:

A quantidade diária de vitamina D recomendada varia de acordo com a necessidade da idade:

  • Recém-nascidos: 10 mcg/dia;
  • De 1 a 70 anos: 15 mcg/dia;
  • Mais de 70 anos: 20 mcg/dia;
  • Gestantes e lactantes: 15 mcg/dia.

Recomendação: 

Ao ingerir os suplementos de vitamina D, para evitar problemas de saúde, especialmente nos rins, além do acompanhamento médico, é importante se hidratar e manter uma dieta balanceada.

 

SUPLEMENTO DE VITAMINA D:

Os suplementos de vitamina D podem ser utilizados em casos de constatação de carência da substância ou no tratamento de algumas doenças. A falta do nutriente é constatada após exame de sangue.

É importante ressaltar que os suplementos só podem ser tomados após a orientação médica para o consumo dessas doses extras. Em alguns tratamentos são orientadas superdoses de vitamina D, ou seja, uma quantidade além do que é normalmente orientado. Nesses casos o consumo sempre é feito com orientação médica e é preciso observar o quanto de cálcio e líquidos a pessoa irá ingerir, sendo que o consumo do mineral pode precisar ser reduzido e o de líquidos aumentado.

Importância da suplementação da vitamina D:

Para se ter quantidades adequadas de vitamina D no organismo, o mais seguro e eficaz é a reposição por suplementos.

Hoje em dia existe no mercado uma infinidade de apresentações de vitamina D: Gotas, cápsulas, compridos.

Um coisa importante na hora de escolher a vitamina D é prestar bastante atenção na dose estipulada no rótulo do frasco.

Grande parte das vitaminas D disponíveis nas farmácias possuem doses muito baixas da vitamina D.

Idosos e os suplementos: 

Pessoas mais velhas produzem menos vitamina D em resposta à exposição ao sol por questões metabólicas relacionadas à idade. A quantidade da substância produzida em uma pessoa de 70 anos é, em média, um quarto da que é sintetizada por um jovem de 20 anos. Por isso, é interessante que os idosos conversem com seus médicos sobre a possibilidade de consumir suplementos de vitamina D.

Quando suplementar vitamina D:

Pessoas portadoras de doenças como:

Doenças que levem a um processo inflamatório crônico do organismo, Doenças endócrinas, Doenças renais , doenças dos ossos, entre outras, devem manter os níveis de vitamina D entre 30 e 60 ng/ml.

Suplementação de vitamina D3:

Para que haja a absorção pelo organismo da vitamina D3, é imprescindível a exposição ao sol, pois, como já vimos, ela é ativada na pele por meio dos raios ultravioletas. Através da alimentação também é possível conseguir produzir a D3, mesmo que em pequenas quantidades.

Alimentos como leites, queijos, iogurtes, ovos e óleo de fígado de peixe podem fornecer o colecalciferol ao organismo. Segundo especialistas, um adulto precisaria, em média, consumir 5 microgramas por dia de vitamina D3 e idosos, em geral, o dobro.

Como é praticamente impossível chegar a essa quantidade somente com a dieta, existe também a possibilidade de repor a vitamina D3 com suplementação. A dose diária, entretanto, deve ser indicada sob orientação de um profissional, para que não haja uma hipervitaminose.

 Combinações:

Se você faz uso contínuo de algum medicamento e seu médico ou nutricionista aconselhar o consumo de vitamina D, é preciso dizer-lhe quais são esses remédios.

Essa atitude se deve ao fato de que o nutriente pode interagir com alguns medicamentos e prejudicar os efeitos benéficos que eles produziriam no seu corpo. Alguns deles podem aumentar o catabolismo da Vitamina D. Isso significa que eles aumentam a quebra da vitamina, levando à necessidade do aumento das doses; outros reduzem seu efeito ou contribuem para a elevação dos níveis de cálcio.

E cuidado: se você toma outros suplementos vitamínicos, pode ser que eles também contenham vitamina D. Por isso, converse com um especialista para saber se não está ingerindo quantidades maiores do que deveria.

Fique atento a esses fármacos:

  • Corticoides;
  • Anticonvulsionantes (fenitoina e carbamazepina);
  • Rifampicina e isoniazida.

Cálcio e vitamina D:

O suplemento de cálcio e vitamina D serve para tratar ou prevenir o aparecimento de osteoporose e reduzir o risco de fraturas, principalmente em indivíduos com baixos níveis de cálcio no sangue. 

O suplemento de cálcio e vitamina D pode ser comprado em farmácias, lojas de produtos naturais ou hipermercados em forma de comprimidos, com vários nomes comerciais como Calcium D3, Calcium 500 mg + D, Fixa-Cal, Caltrate 600 + D ou Os-Cal 500 + D, por exemplo.

Para que serve: O suplemento de cálcio e vitamina D está indicado na prevenção e tratamento da osteoporose, antes e após a menopausa, ou na gestação ou aleitamento. Além disso, o suplemento de cálcio e vitamina D pode ser usado para diminuir o risco de fraturas.

 

Como tomar: O modo de uso do suplemento de cálcio e vitamina D consiste na ingestão de 1 a 2 comprimidos (500 a 1500 mg de cálcio e 200 a 600 UI de vitamina D) por dia, junto às refeições.

Efeitos colaterais: Os efeitos colaterais do suplemento de cálcio e vitamina D incluem dor abdominal, gases, prisão de ventre, náuseas, diarreia, aumento dos níveis de cálcio no sangue e na urina e vômitos.

Contraindicações: O suplemento de cálcio e vitamina D está contraindicado em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, com excesso de cálcio no sangue, com eliminação excessiva de cálcio na urina, com sarcoidose, com insuficiência renal ou com hiperparatireoidismo.

O uso do suplemento de cálcio e vitamina D na gravidez, no aleitamento e em pacientes com pedra nos rins deve ser feito sob orientação médica.

Além do suplemento, existem alguns alimentos ricos em cálcio como a amêndoa que também podem ajudar a aumentar os níveis de cálcio no sangue, prevenindo e tratando a osteoporose.