As necessidades energéticas do organismo diminuem com a idade, particularmente se a atividade física é limitada. Contudo, o corpo continua a precisar de quantidades semelhantes de vitaminas e minerais.

Na terceira idade, o consumo dos suplementos se torna ainda mais importante para compensar vitaminas e minerais que são perdidos com a chegada da idade, como o cálcio, por exemplo. Porém, o ideal é que cada pessoa, seja ela idosa ou não, busque indicação médica antes de começar a comprar suplementos alimentares.

Conheça as vitaminas e minerais necessários para pessoas com mais de 50 anos:

VITAMINA A:

A vitamina A é muito importante para a visão: protege a córnea, evitando ressecamento ocular e cegueira noturna. Também atua no crescimento e desenvolvimento dos tecidos, na reparação das células da pele e das mucosas, no funcionamento do sistema imunológico, entre outros. O poder antioxidante da vitamina A evita a ação dos radicais livres e suas consequências danosas são tidos, por exemplo, como causadores de tumores e osteoporose.

VITAMINA B6:

A vitamina B6 tem diversos benefícios para o corpo: ajuda a manter a saúde e o equilíbrio interno do organismo e é muito importante no combate à depressão, já que essa substância trabalha na formação da serotonina, hormônio do bem-estar e do humor.

VITAMINA B12:

As várias funções da vitamina B12 incluem a produção de glóbulos vermelhos, a síntese de DNA e a manutenção da saúde do coração e do sistema nervoso. Você não precisa de uma quantidade maior de vitamina B12 após os 50 anos, mas um tipo diferente desse importante nutriente se torna necessário.

Homens e mulheres com mais de 50 anos de idade devem ingerir suplementos alimentares ou alimentos com adição de vitamina B12, como cereal matinal, para obter grande parte da quantidade diária recomendada. Há um motivo para isso. Depois dos 50 anos, muitas pessoas absorvem uma quantidade menor da vitamina B12 presente naturalmente em alimentos, como carne, leite e ovos. Isso acontece porque o corpo produz menos suco gástrico, que é necessário para absorver a vitamina B12 em sua forma natural. A vitamina B12 sintética, adicionada aos alimentos fortificados e aos suplementos alimentares, pode ser absorvida sem suco gástrico.

VITAMINA C:

Essa vitamina proporciona vários benefícios para o corpo, como o fortalecimento dos capilares sanguíneos e do sistema imunológico. Além de ser um excelente antioxidante, auxilia na absorção do ferro.

VITAMINA D:

A vitamina D tem como principal função regular a absorção do cálcio pelo organismo, garantindo a saúde dos dentes, músculos, nervos e ossos. A falta desse nutriente está relacionada à maior incidência de fraturas na vida adulta, por exemplo. A vitamina D contribui para controlar a pressão arterial, combater inflamações e equilibrar o sistema de defesa do corpo. Também participa do metabolismo dos carboidratos, reduzindo o risco de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

VITAMINA E:

A vitamina E é um poderoso antioxidante, que ajuda a proteger as células dos efeitos deletérios dos radicais livres, que são uma das principais causas do envelhecimento precoce. Por isso mesmo, esse nutriente é tão importante para a nossa saúde e merece aparecer entre as vitaminas essenciais para idosos.

Os efeitos antioxidantes também ajudam a prevenir doenças degenerativas e vasculares. Por conta dos seus benefícios, muitas pessoas estão optando pela suplementação com vitamina E. 

ÔMEGA-3:

O ômega-3 age na matéria cinzenta do cérebro, estimulando a comunicação entre as células nervosas. Com isso, há prevenção de doenças como o mal de Alzheimer, Parkinson, depressão, perda de memória e concentração. A suplementação pode ser feita com cápsulas de óleo de peixe. Peixes de água gelada (salmão, atum e sardinha) são algumas das fontes do nutriente. Mas a proporção entre ômega-3 e 6 também é importante.

MAGNÉSIO:

O magnésio ajuda na absorção de cálcio, sendo importante também na prevenção da osteoporose e na manutenção do bem-estar dos idosos.

Um estudo publicado na acadêmia de Oxford com mulheres na menopausa, que consumiram o mineral por dois anos, evidenciou a prevenção de fraturas e o aumento da densidade óssea de forma significativa.

O magnésio também pode ajudar na regulação do sono e prevenir insônia, outro problema comum nessa idade. 

Já uma pesquisa clínica com indivíduos idosos, que receberam magnésio por oito semanas, observou o aumento significativo no tempo e na eficiência do sono, assim como nos níveis de melatonina.

ZINCO:

O zinco é responsável pela síntese de células que fortalecem o sistema imunológico, fornecendo defesa contra fungos, vírus e bactérias. Segundo a OMS, a falta de zinco está ligada a muitas mortes, uma vez que a imunidade fica prejudicada.

CÁLCIO:

O cálcio ajuda a manter a saúde óssea e a do coração. Como as mulheres têm queda de estrogênio, hormônio que promove e preserva a saúde óssea, elas precisam aumentar a ingestão de cálcio. Após os 50 anos, a quantidade de cálcio que as mulheres precisam ingerir diariamente aumenta para 1.200 mg, embora os níveis indicados para os homens continuem sendo 1.000 mg até os 70 anos. 

POTÁSSIO:

Muitos idosos fazem uso de remédios contra hipertensão, que costumam ter ação diurética e levam à perda de potássio. Esse mineral tem por principal função reduzir os níveis de sódio no organismo, além de ser útil no combate à prisão de ventre.

O potássio também age na contração dos músculos e regula a pressão sanguínea.